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07
CONCURSO PÚBLICO · ETAPA 07 DE 11

Avaliação psicológica.

“Não recomendado”. Duas palavras, nenhuma explicação, e o concurso acaba ali. O psicoteste é a etapa com mais eliminações revertidas na Justiça, justamente porque o STF fixou requisitos claros que muitas bancas não cumprem. Nesta página, os problemas mais comuns dessa fase, o que a lei diz sobre cada um e como atuamos.
O QUE PODE DAR ERRADO

Seis problemas que eliminam por critério subjetivo.

Clique ou toque em um card para abrir. Em cada um: o que acontece, o que diz a lei e o que fazemos.
01  Sem previsão em lei 02  Perfil sigiloso 03  Laudo genérico 04  Devolutiva negada 05  Recurso decorativo 06  Traço sem relação com o cargo
01

Psicoteste sem previsão em lei

O QUE ACONTECE
O edital institui a avaliação psicológica, mas a lei da carreira não a prevê.
O QUE DIZ A LEI
É o ponto mais consolidado do tema. A Súmula Vinculante 44 do STF, que reproduz a Súmula 686, determina que só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Edital, portaria ou resolução não bastam.
O QUE FAZEMOS
Verificamos a lei da carreira. Não havendo previsão legal, o pedido é direto: anulação da etapa e do seu resultado, com fundamento em súmula vinculante.
02

Perfil profissiográfico sigiloso ou genérico

O QUE ACONTECE
A banca avalia você contra um “perfil” que ninguém pode ler, ou descrito apenas em adjetivos vagos.
O QUE DIZ A LEI
Além de previsão legal, os tribunais exigem que o exame tenha critérios objetivos, publicados antes da aplicação, e que permita recurso. Perfil sigiloso impede a defesa e transforma a etapa num juízo sem parâmetro — exatamente o que a exigência de objetividade quer evitar.
O QUE FAZEMOS
Requeremos a íntegra do perfil e dos critérios de avaliação. A recusa em fornecê-los é, por si só, fundamento de nulidade.
03

Laudo que só diz “não recomendado”

O QUE ACONTECE
O resultado chega sem indicar quais testes foram aplicados, quais achados levaram à conclusão e qual característica desabonou você.
O QUE DIZ A LEI
A Súmula 684 do STF veda o veto não motivado à participação de candidato em concurso público, e a motivação exigida é concreta: quais instrumentos, quais resultados, qual relação com o cargo. Conclusão sem esse encadeamento não é laudo, é veredito.
O QUE FAZEMOS
Pedimos o laudo completo e a devolutiva técnica e usamos a ausência de fundamentação como argumento central do recurso e da ação.
04

Entrevista devolutiva negada

O QUE ACONTECE
Você pede para saber o que houve e a banca responde que o conteúdo é sigiloso ou que a etapa está encerrada.
O QUE DIZ A LEI
A devolutiva é a forma de conhecer o resultado para poder impugná-lo; sem ela, o contraditório e a ampla defesa (Constituição, art. 5º, LV) não se realizam. O sigilo dos instrumentos psicológicos protege a técnica — não dispensa a administração de fundamentar a decisão.
O QUE FAZEMOS
Formalizamos o pedido de devolutiva e de acesso ao laudo, com prazo, e transformamos a negativa em prova de cerceamento de defesa.
05

Recurso decorativo

O QUE ACONTECE
O recurso existe no edital, mas é julgado sem qualquer análise técnica e devolvido com a mesma frase para todo mundo.
O QUE DIZ A LEI
A possibilidade de recurso é um dos requisitos que a jurisprudência exige para validar o psicotécnico. Recurso julgado sem apreciação individual não cumpre esse requisito — é forma sem conteúdo.
O QUE FAZEMOS
Documentamos a resposta padronizada, pedimos a anulação do julgamento e, quando cabível, a realização de nova avaliação por profissional imparcial.
06

Eliminação por traço sem relação com o cargo

O QUE ACONTECE
A conclusão aponta uma característica de personalidade que nada tem a ver com as atribuições que você exerceria.
O QUE DIZ A LEI
O exame só se justifica na medida em que afere aptidão para o cargo. Traço que não guarda pertinência com as atribuições não pode fundamentar a eliminação — é a mesma lógica de proporcionalidade que a Súmula 683 do STF aplica ao limite de idade.
O QUE FAZEMOS
Confrontamos o achado do laudo com a descrição legal das atribuições do cargo e sustentamos a desproporção entre um e outro.
COMO AGIMOS

Do “não recomendado” à volta ao certame, em quatro movimentos.

A avaliação psicológica é a etapa que mais se reverte — e também a que mais se perde por não pedir os documentos a tempo.
01

Pedido do laudo e dos critérios

Requeremos laudo completo, perfil profissiográfico e devolutiva. Sem esses documentos não há recurso possível, e a recusa já é argumento.
02

Verificação da base legal

Conferimos se a lei da carreira prevê o exame. Não prevendo, a Súmula Vinculante 44 resolve a discussão.
03

Recurso e medida judicial

Protocolamos o recurso no prazo e, mantida a eliminação, pedimos judicialmente a anulação da etapa e a sua permanência no concurso.
04

Nova avaliação e acompanhamento

Quando o caso permite, pedimos nova avaliação por profissional imparcial e acompanhamos até o resultado ser refeito.
LEITURAS SOBRE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

O que já escrevemos sobre o psicoteste.

Requisitos legais, laudos, devolutiva e reprovação na avaliação psicológica, escritos pela equipe do escritório.

AVALIAÇÕES

Sua confiança, nossa entrega.

Temos clientes em todo o Brasil que confiam em nosso trabalho. Veja o que pessoas como você já escreveram sobre nós.
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas frequentes sobre o psicoteste.

Respostas curtas para o que mais chega até nós nesta etapa.

É a etapa com mais reversões, e não por acaso: o STF fixou requisitos claros — previsão em lei, critérios objetivos e possibilidade de recurso — e muitas bancas descumprem pelo menos um deles. O que decide o caso não é o resultado do teste, é o cumprimento desses requisitos.

Sim, no que diz respeito a você. O sigilo dos instrumentos psicológicos protege a técnica, não impede que o candidato conheça a fundamentação da decisão que o eliminou. Negar o acesso é cercear a defesa.

Pode, e costuma ajudar — mas ele não substitui o ataque ao procedimento. Um parecer particular reforça o caso; o que decide, na maior parte das vezes, é a falta de previsão legal, de critério objetivo ou de fundamentação.

Depende do vício. Quando o problema é a falta de previsão legal, a etapa cai por inteiro. Quando é falha de procedimento, o resultado comum é a realização de nova avaliação em condições regulares.

PRÓXIMO PASSO

“Não recomendado” sem explicação? Isso tem nome: falta de motivação.

Envie o edital, o resultado e tudo o que a banca informou. A primeira conversa é sem compromisso — e, contratado o escritório, o pedido é protocolado em até 72 horas depois que você revisa a documentação.